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O seu bichinho comeu o quê?

O seu animal de estimação é daqueles que come qualquer coisa que cai no chão? O que ele já comeu de mais esquisito? Sem dúvida muitos de nós temos histórias inacreditáveis (e, infelizmente, nem sempre com final feliz) sobre acidentes desse tipo. 

Uma revista norte-americana, a Veterinary Practice News, decidiu reunir os melhores registros feitos anualmente pelos veterinários e clínicas veterinárias do país num concurso um tanto bizarro, o They Ate What? Pet X-Ray Contest

Entre os vencedores das últimas edições temos casos realmente inacreditáveis – a maioria, é claro, com cachorros, os glutões mais comuns em nossos lares. Os cães radiografados engoliram, entre outros itens estranhos, uma corda metálica de guitarra (que abre o post), uma vara de pescar em miniatura, uma faca de pão, um osso de borracha, uma chave de fenda, 40 alfinetes, nove bolas de bilhar, um fio de telefone antigo, 50 elásticos e a incrível marca de 309 parafusos, pregos e grampos de cerca! 

O que é ainda mais surpreendente é que, na maioria dos casos, os animais gulosos voltaram para suas casas dias depois, totalmente recuperados. Confira alguns desses registros: 

Qual será o sabor de uma chave de catraca?

O caso do osso de borracha.

Chave de fenda: deixadas espalhadas por aí, as ferramentas parecem fazer sucesso!

Pregos, pregos e mais pregos.

Esse cachorro comeu a corda metálica da guitarra.

Não são só os cachorros: esse pato comeu pregos com pedras.

Os registros chamam a atenção para a relevância dos raios X para a prática veterinária e, mais ainda, para a importância de ficar de olho no seu animal, em especial se ele fica muito tempo sozinho. Nunca se sabe o que pode parar dentro do estômago dos melhores amigos do homem. 

Confira os vencedores das edições de 2013, 2012, 2011 e 2010. Leia mais no Daily Mail.

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Source: cienciahoje
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REGULAÇÃO TÉRMICA DOS ANIMAIS!!!!!!!!!!!!!

Temperatura animal

Parece que cada dia mais vivemos num mundo de extremos. Enquanto alguns lugares do globo parecem ter sido postos dentro do congelador, outros estão assando no forno, como no nosso próprio país, onde as temperaturas em muitas regiões têm girado incessantemente em torno dos 40º C. Agora, se você aí no ar-condicionado está sofrendo com o calor, imagine os animais dos zoológicos, muitos deles oriundos de regiões com climas muito mais amenos, expostos o tempo todo ao calor inclemente? 

Não foi só você que ficou com dó: em muitos zoos são adotadas algumas medidas especiais para tentar amenizar um pouco a temperatura. O verão no Zoológico do Rio de Janeiro, por exemplo, em especial na sua tórrida edição 2013/2014, é marcado pela distribuição de versões congeladas das refeições preferidas dos bichos, para que possam se refrescar – e, por que não, se divertir. É um festival de picolés de frutas e até de carne e de peixes para os macacos, felinos, ursos e outros animais, ao gosto do freguês. Ah, e o banho extra também faz parte da programação, para dar aquela refrescada. 

A medida, no entanto, não é exclusividade nossa: outros países que enfrentam o calor tórrido, como a Austrália, fazem o mesmo. No Jardim Zoológico Real de Melbourne, por exemplo, os leões também ganharam picolés de sangue, e os ursos, uma mistura de peixe, carne, frutas e vegetais saídos direto do congelador. Deliciosos e refrescantes, hein?! 

Enquanto isso, na outra ponta do termômetro, em Chicago fez tanto frio no último mês, mas tanto frio, que nem os ursos polares aguentaram! A ursa Anana, do Jardim Zoológico Lincoln, por exemplo, precisou ser mantida a portas fechadas, em um ambiente mais aquecido, para evitar as congelantes temperaturas. Enquanto o frio em seus aposentos chegou a -30º C, Anana continuou quentinha e confortável em sua nova casa temporária. 

Imagens: Riozoo, Agência Brasil, Newcastle Herald e Lincoln Park Zoo. 

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    Uma equipe de cientistas de universidades britânicas e americanas (com participação do brasileiro Marcelo Jacob-Lorena) estuda a possiblidade de se utilizar um fungo transgênico (Metarhizium anisopliae) para infectar o mosquito-prego.

A foto abaixo mostra fungos do gênero Metarhizium  (em branco) infectando um Hemíptero (não é transmissor da malária)

                       

    Como sabemos,  a fêmea hematófaga do mosquito-prego, díptero do gênero Anopheles, é transmissora da Malária, doença causada por protozoários do gênero Plasmodium.

    Os fungos modificados geneticamente são capazes de produzir anticorpos ou toxinas (obtidas de escorpiões) capazes de matar os protozoários. A ideia dos cientistas é infectar o mosquito-prego com esses fungos. 

   Segundo estudos preliminares, apenas 25% dos mosquitos infectados em testes laboratoriais apresentaram protozoários nas glândulas salivares.

 “Nosso principal objetivo é iniciar os testes em campo na África o mais rápido possível”, diz o coordenador da pesquisa, Raymond St. Leger, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

 Aqui no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) faz um trabalho mais ou menos semelhante, mas com outra protozoose; a doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo barbeiro. Em ambiente laboratorial, barbeiros são infectados com bactérias (não transgênicas) que poderiam destruir o Trypanosoma cruzi.

Para saber mais, leia: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/cientistas+testam+fungo+transgenico+contra+malaria/n1238113722314.html 

 

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O mundo da janela

O que você vê da janela da sua casa? Um silenciosa rua? Uma avenida movimentada? Um cenário de telhados vermelhos? Uma praia? Uma pedra? Ou só a janela dos seus vizinhos? Independentemente da sua resposta, certamente a visão não será tão impressionante quanto a de um seleto grupo de pessoas que vivem num endereço muito especial: a Estação Espacial Internacional (ISS).

Esse vídeo, produzido com a técnica de time lapse, reúne imagens registradas por diversos astronautas a bordo da estação ao longo dos últimos meses. A ideia da sequência é dar destaque à própria estação, em sua órbita solitária ao redor da Terra, e aos astronautas que participam do dia a dia a bordo de suas instalações.

Aqui no Tumblr já havíamos destacado outro vídeo do mesmo tipo, que mostra imagens espetaculares de nosso planeta registradas da ISS. Confira, ainda, outra vista bem privilegiada: o que verão os primeiros homens a pisar em Marte? Por fim, confira uma galeria de fotos instigantes e reveladoras de nosso planeta.   

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Baleias siamesas no México

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Zum, zum zum em detalhes

Animais fofinhos, listrados de amarelo e preto, que vivem em monarquias matriarcais, voam, fazem mel em suas colmeias, dão boas fantasias de carnaval e estão entre os favoritos da criançada. Pelo senso comum, não há dúvidas sobre quem estamos falando: as muito populares abelhas. 

Mas a variedade desse grupo de animais tão importante para o meio ambiente é gigantesca. Nos Estados Unidos, uma iniciativa responsável por monitorar a saúde e o habitat das milhares de abelhas norte-americanas, o Programa de Inventário e Monitoramento de Abelhas Nativas, conta desde 2010 com o auxílio das imagens de altíssima resolução produzidas pelo fotógrafo Sam Droege

Nos registros extremamente claros e detalhados dos animais, é possível observar formatos das asas, a estrutura dos olhos, a anatomia bem diversificada dos pequenos corpos e as muitas tonalidades de cada espécie  uma ajuda e tanto na identificação e catalogação dos pequenos detalhes anatômicos que ajudam a caracterizá-las e diferenciá-las.  

O trabalho do programa, como pode ser observado nas fotos abaixo, tem mostrado uma diversidade muito rica, com espécies de várias tonalidades, com e sem listras, grandes como marimbondos ou pequenas como um grão de arroz  uma verdadeira obra de arte produzida pela natureza. 

Você pode conferir no Flickr muitas das imagens de abelhas registradas por Droege, assim como fotografias detalhadíssimas de outros insetos e animais. Via This is colossal. Aqui no Tumblr, confiram um projeto que pretende cadastrar a diversidade de outro grupo muito variado de insetos, as formigas, e conheçam uma iniciativa que é quase uma arca de Noé, em fotos!

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Source: cienciahoje
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   Provavelmente você lembra da clonagem da ovelha Dolly, em 1996, por meio da técnica de transferência nuclear. Pois é, o feito obtido pelos cientistas Ian Wilmut e Keith Campbell foi considerado um grande marco na história da ciência, pois pela primeira vez um mamífero adulto foi clonado.

  Com os avanços das pesquisas, muitas outras espécies de animais (macacos, vacas, porcos, cães etc) também foram clonadas por técnicas semelhantes à técnica utilizada por Wilmut e Campbell. No entanto, foi apenas em maio de 2013 (pelo menos oficialmente) que a espécie humana foi clonada a partir de células adultas (já diferenciadas).

  Bem, talvez você esteja se perguntando: “clone de quem?”; “quem foi clonado?”; “alguma celebridade?” Ops! Calma lá! Não foi clonagem reprodutiva, isto é, não foi obtida  o clone (fiel cópia genética) de outra pessoa. 

     Na verdade, o pesquisador Shoukhrat Mitalipov e equipe da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (EUA), em estudo publicado na revista “Cell”, realizou um processo de clonagem terapêutica, obtendo blastocistos (com células tronco embrionárias) clonados a partir de células da pele de crianças e de fetos com doenças genéticas.

     Os núcleos dessas células foram transferidos para óvulos anucleados de mulheres doadoras (cada uma delas recebeu entre 3 e 7 mil dólares). Após a transferência nuclear, foram obtidos embriões que se desenvolveram até a fase de blástula (blastocisto), mas ao contrário do que ocorreu no caso Dolly, os embriões não foram implantados em úteros  para que se desenvolvesse outro ser vivo.

       Na verdade, as células-tronco da camada interna (embrioblasto) dos blastocistos clonados foram extraídas e analisadas. A equipe de Mitalipov comprovou posteriormente, em testes in vitro, o potencial para a conversão das células-tronco geradas em neurônios, hepatócitos (células do fígado), e fibras cardíacas, entre outros tipos celulares.

Para saber mais, veja:

1-http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/ainda-e-cedo-ou-tarde-demais

2-http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/05/1279095-cientistas-obtem-celulas-tronco-de-embriao-humano-clonado.shtml

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  Pois é! As baratas adoram o clima tropical, especialmente o verão que registra temperaturas altas e muita umidade, condições abióticas propícias para o desenvolvimento das baratas.

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   Mas você sabe qual é a diferença entre as baratas machos e fêmeas? Bem, na verdade existem muitas espécies de baratas, mas as mais frequentes nos grandes centros urbanos (cemitérios, esgotos, residências etc) é a Periplaneta americana.

   Nessa espécie, os machos são maiores do que as fêmeas. As asas dos machos costumam cobrir todo o abdome, estendendo-se de 4 a 8 mm da ponta do abdome. Os machos e as fêmeas têm um par de cercos articulados na ponta do abdome; os machos têm cercos com 18 ou19 segmentos, enquanto as fêmeas têm cercos com 13 ou 14 segmentos. Outra diferença, é que os machos têm um par de pontas (estilos) entre o cercos enquanto as fêmeas não.

  As fêmeas liberam as chamadas ootecas compostas por cerca de vinte ovos. As ninfas imaturas (hemimetábolos) emergem dos ovos (de seis a oito semanas após a postura), realizam diversas mudas, até chegarem na fase adulta (seis a doze meses depois).  Os adultos podem viver até um ano e uma fêmea adulta irá produzir uma média de 150 filhotes em sua vida.

 

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O rinoceronte negro ocidental, animal da subespécie Diceros bicornis longipes, em 2011, foi declarado oficialmente extinto. A população de rinocerontes negros era encontrada em grande número na África Ocidental, principalmente nos Camarões. Hoje não passam de alguns sobreviventes.

   O rinoceronte negro foi vítima da caça ilegal motivada pelo comércio ilegal de seus chifres, que supostamente apresentam propriedades terapêuticas no tratamento do câncer e ação afrodisíaca segundo a tradição asiática, embora tais propriedades nunca tenham sido provadas cientificamente.

   Na década de 70, segundo estimativas, havia cerca de 65000 rinocerontes negros na África; na metade da década de 90 a polução caiu para 2300 animais. Estima-se que atualmente existam cerca de 3000 rinocerontes negros no mundo.

   Os chifres dos rinocerontes, em geral, são muito procurados na China e no Vietnã.  Esse mercado é tão grande que os traficantes de chifres (e também de marfins dos elefantes, vítima igualmente desse tipo de comércio) utilizam alta tecnologia para caçar:  helicópteros, óculos de visão noturna e rifles sofisticados etc. 

    As autoridades do Zimbábue e da África do Sul, países que concentram cerca de 90% da população mundial rinocerontes (de mais de uma subespécie), não conseguem combater de forma eficaz à caça ilegal.

   Para salvar a população de rinocerontes africanos de outras subespécies, talvez sejam necessárias campanhas educativas no nível mundial e não só nos países que consomem tradicionalmente os chifres de rinocerontes.

  Para saber mais, veja também em:

1-       http://www.savetherhino.org/

2-      http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/rinoceronte-negro-ameacado-extincao-ong-salva-ceu-693381.shtml

3-      http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/04/ong-resgata-filhote-de-rinoceronte-apos-mae-ser-morta-na-india.html

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  O Tubarão cabeça-chata pode atingir 3,5 metros. Embora seja marinho, consegue migrar para a água doce e  já foi encontrado no rio Amazonas a 4 quilômetros da costa.

   Cinco são as hipóteses mais aceitas para a alta incidência de ataque de tubarões nas praias de Recife (PE).

1-      A construção do porto de Suape (sul de Recife):  esse porto passou a entrar em operação na década de 90,  época em que começaram a aumentar os registros de ataques de tubarões nas praias de Recife. Segundo Fábio Hazin, biólogo da Universidade Federal de Pernambuco,  "Parece haver uma correlação significativa entre o número de navios do porto e a ocorrência de ataques. Os tubarões reconhecidamente costumam seguir grandes embarcações". Muitos tubarões, assim como outros peixes, são atraídos pelos restos de alimentos e dejetos jogados no mar pelas embarcações que estão no porto (ou a caminho dele).

2-      Elevação do número de surfistas e banhistas nas praias de Recife: obviamente se há mais banhistas nas praias, aumenta o risco de ataques de tubarão.

3-      Pesca crescente de arrasto de camarão: as embarcações que realizam esse tipo de pesca despejam restos orgânicos de pescaria nas águas do mar, o que pode atrair os tubarões.

4-      Topografia e Clima: a princípio, as praias de Recife conferem hábitat favorável a certas espécies de tubarão, especialmente ao tubarão cabeça-chata (Carcharhinus leucas) e ao tubarão tigre (Galeocerdo cuvier). As duas espécies são agressivas e de alto potencial predatório. O banco de areia das praias do Recife, com profundidades entre um e três metros em média, favorece a formação de peixes e outros animais que são presas dos tubarões.

5-      Destruição do mangue: o mangue, destruído pela construção do porto de Suape, servia de local de reprodução das fêmeas do cabeça-chata. No entanto, com a destruição do mangue, os tubarões passaram a utilizar o Rio Jaboatão para acessar as praias do Recife.

   As autoridades locais, especialmente a prefeitura de Recife, deveriam equipar as praias com mecanismos mais efetivos (como ocorre no litoral australiano) para proteger a os banhistas contra o ataque de tubarões. A culpa não é do tubarão, mas do Homo sapiens.

Para saber mais: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-ocorrem-tantos-ataques-de-tubarao-em-recife